Paciência

Pr. Samuel

PACIÊNCIA – FRUTO DA PERSEVERANÇA

Gl 5.22.

 

INTRODUÇÃO. – O vocábulo grego original traduzido por “paciência” é makrothumia. Makro, do grego, significa “longo” e thumia significa “temperamento”, “natureza”, “índole”. Logo, a palavra original (makrothumia) combina nas idéias de muita paciência e de temperamento bem equilibrado. Em outras palavras, a pessoa em quem o Espírito estiver produzindo o fruto da paciência aprende a esperar no Senhor sem perder a esperança, não admitindo derrotas e nem se deixando dominar pela ira.

 

I – A PACIÊNCIA CAPACITA O CRENTE A EXERCER AUTOCONTROLE DIANTE DE QUALQUER PROVAÇÃO.

 

Autocontrole significa conter a si mesmo, isto é, dominar-se. Essa definição leva-nos a entender que:

 

1 – A paciência não se apressa em ajustar contas ou punir o agressor. Espera que Deus  tome a devida providência no momento certo Sl 37.5,6. Está escrito que a vingança pertence a Deus Dt 32.35,36.

 

2 – A paciência não se rende à circunstâncias difíceis e nem perde o controle sob provações que perdure por longo tempo. O conselho do apóstolo Paulo é: “Sede pacientes na tribulação Rm 12.12. Significa isso que em qualquer circunstância, como: enfermidade, desemprego, falta de dinheiro, na dor, na aflição o crente deve esperar no Senhor Sl 40.1.

 

3 – A paciência envolve perseverança ou resistência. Sem esse tipo de paciência haveríamos de desanimar, e isto tem realmente acontecido com muitas pessoas, que não sabem esperar. O tempo vai tornando-se longo e extenso e o Senhor não vem em busca da Igreja, então, perdem o ânimo e começam a envolver-se com as coisas do presente século, como fez Demas, obreiro que trabalhava com Paulo (II Tm 4.10). A conseqüência é desviar-se completamente e perder a salvação.

 

Todos estes aspectos da paciência fazem parte do processo de desenvolvimento que nos vai moldando na vida cristã II Pe 1.5-8.

 

II – A PACIÊNCIA E O SOFRIMENTO.

 

Ninguém vive neste mundo sem experimentar certa dose de sofrimento. O indivíduo na salvo o sofrimento trás angústia, tristeza, murmuração, logo ele passa a maldizer, O crente que tem essa parte do fruto chamado longanimidade (paciência) aceita o sofrimento sem questionar, pelo contrário o verdadeiro crente regozija-se de sofrer por amor ao Senhor Jesus At 5.41; I Pe 4.12-16.

Para o crente, as provações podem ser comparadas ao trabalho dos cães guardadores de ovelhas: eles as mantêm perto do pastor.

O verdadeiro crente ao ser provado deve entender que tais provações são disciplinas que o Pai celestial nos dá para que tornemo-nos participantes de Sua santidade Hb 12.7-11. Por esta razão é que nós crentes devemos aprender que quando que quando estivermos passando por alguma provação devemos dar graças a Deus. Ao invés de xingarmos, dizer palavrões, maldizer, devemos fazer como Davi disso no Salmo 139.23,24: “Sonda-me, ó Deus, e conhece meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; e vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno”. O maior exemplo de sofrimento que encontramos no Novo Testamento está na pessoa de Paulo como cristão. Na sua segunda carta aos coríntios 11.21-33 ele faz um desabafo porque pelo que ele escreve dá-nos a entender que alguns o criticavam. E por fim ainda para que ele não se gloriasse, conforme sua própria declaração, foi-lhe dado um espinho na carne II Co 12. 7.

Paulo em sua carta aos romanos, no capítulo 5.3,4, mostra o progresso do desenvolvimento e da maturidade cristã, através do sofrimento e da paciência que nos conduzem à esperança. Não é difícil esperar quando as coisas andam bem; mas quando parece que nada vai acontecer para aliviar os sofrimentos, a nossa reação natural é o desespero e o desengano. A paciência, como fruto do Espírito, não é uma aceitação cega e triste desse tipo de situação, mas precisamente o contrário: é estar cheio de alegria, com plena confiança no Senhor e naquilo que ele está operando em nossa vida Sl 31.14,15.

 

III – A PACIÊNCIA E A PERSEVERANÇA.

 

Muitos tradutores da Bíblia usam alternadamente as palavras paciência e perseverança. A perseverança refere-se à atitude resistência de permanecer  naquilo em que se acredita, sem se incomodar com o que esteja sucedendo, enquanto que a paciência é a virtude que consiste em suportar os males, as contrariedades, os infortúnios sem queixas e com resignação. Alguém comentou que a longanimidade é o amor esperando pacientemente, mesmo em meio ao sofrimento Cl 1.9-11. Este texto mostra como podemos resistir.

 

CONCLUSÃO. Quase todos nós trabalhamos arduamente tendo de poupar dinheiro por longo período de tempo, para podermos adquirir alguma coisa que nos pareça importante. O crente cheio do Espírito Santo, do mesmo modo, precisa aprender o segredo da paciência, para poder desenvolver um caráter parecido com o de Cristo. Moisés teve de passar quarenta anos na escola da paciência, para poder chegar ao pleno potencial de utilidade para o Senhor. Tiago nos aconselha à paciência Tg 5 8-10. O desenvolvimento da paciência em nossa vida é parte importante da nossa transformação para sermos parecidos com Cristo (II Pe 1.5-8).

 

 

 

 

Pr. Samuel Lopes Silva

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